GRANDE ATENTADO NA FRANÇA E PEQUENOS ATENTADOS NO BRASIL

10 jan

Quem não tem senso de humor devia se matar e não matar quem tem. A charge abaixo foi publicada pela revista Charlie Hebdo em 2011 depois que sua redação foi destruída por um incêndio criminoso, num primeiro atentado de islamitas fanáticos ao grupo que havia ousado republicar as famosas “caricaturas de Maomé” publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten no dia 30 de setembro de 2005, que levaram os islamitas fanáticos a desencadear uma jihad global, causando uma série de mortes, atentados e destruições de embaixadas ao redor do mundo:

Je suis Charlie. (3)O atentado de 2011 à Charlie Hebdo não fez nenhuma vítima fatal, mas a redação da revista foi toda destruída:

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No dia 7 de janeiro de 2014, o atentado na redação da Charlie Hebdo matou 12 pessoas e feriu 11 (4 em estado grave). Foram mortos o editor Stephane Charbonnier (Charb), o veterano cartunista judeu tunisino Georges Wolinsky, o vice-editor, três outros cartunistas-estrela, um revisor de origem árabe, dois colunistas (uma psicanalista e um crítico literário), dois policiais (um de origem árabe) e um funcionário de um prédio vizinho.

Os dois policiais eram aqueles que sempre acompanhavam Charb depois que ele foi marcado para morrer pela Al Quaeda. Já o carro da polícia que protegia a revista igualmente ameaçada não aparecia há um mês, pois a segurança relaxara com as festas de fim de ano. Os dois irmãos terroristas islâmicos monitoravam o local e esperaram o momento certo de atacar.

No dia seguinte, em sua rota desesperada de fuga, os dois terroristas sequestraram os fregueses de um supermercado judaico, o Hyper Kacher, e ali mataram quatro judeus antes mesmo que a polícia chegasse – e talvez matassem mais alguns, mas felizmente foram abatidos numa arriscada operação policial. A namorada de um dos terroristas também matou uma policial. A França viveu seu pior pesadelo desde as bombas colocadas por islamitas nas estações de metrô nos idos de 1980.

O atentato terrorista à liberdade de imprensa na França fez esse país e todo o mundo civilizado despertar para a fragilidade dessa liberdade e da própria democracia. Subitamente, o fato brutal esvaziou, no Brasil, os discursos da esquerda fascista, que insiste em atacar a imprensa livre, chamando-a de PIG (Partido da Imprensa Golpista), emporcalhando a redação da Veja e queimando exemplares da revista, atirando coquetéis molotov contra o prédio da Rede Globo, destruindo carros de jornalistas durante manifestações de protesto, disseminando as violentas caricaturas assinadas por Maringoni e Carlos Latuff.

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Ao contrário da esquerda francesa, a nossa não suporta a liberdade de expressão. O cartunista Maringoni, por exemplo. Trata-se do vereador Gilberto Maringoni, do PSOL, candidato derrotado a governador no Rio de Janeiro. Para ele, a Veja é um “panfleto fascista da extrema-direita brasileira”, e o resto da imprensa livre – Folha de São Paulo, Rede Globo, Estado de S. Paulo, Zero Hora – só deferiria da Veja no tom, sendo toda ela fascista: “Eles trabalham quase que como um partido único. São sete ou oito grupos que controlam a opinião de brasileiros”, declarou em novembro de 2005 numa entrevista a Nestor Cozetti, no Boletim 79 do NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação.

Preocupada com a coincidência do ataque terrorista contra a imprensa livre na França com os ataques esquerdistas contra a imprensa livre no Brasil, que se elevaram durante a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014, e culminaram nas repudiadas declarações do recém-empossado Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini (PT), a revista Carta Maior publicou o artigo ATENTADO CONTRA A EXTREMA-ESQUERDA NA FRANÇA, tentando tirar o foco das atenções da questão da liberdade de imprensa e redirecionar a onda de indignação para os inimigos da extrema-esquerda:

Entender o atentado de 7 de janeiro, um dos mais graves já ocorridos na França, apenas como um ataque à liberdade de expressão é uma meia verdade e envolve um grande risco político de interpretação.

Que grande risco político é esse? Para a Carta Maior, é o de defender a liberdade de expressão que a esquerda tupiniquim quer controlar, como esquerda fascista que é. Por isso precisa definir o ataque terrorista à imprensa livre como um ataque à “extrema-esquerda”, e a liberdade de expressão de Charlie Hebdo como “meio” para outros fins mais gloriosos:

A liberdade de expressão de Charb, Cabu, Wolinski e a equipe do Charlie Hebdo era um meio para um posicionamento político radicalmente democrático e profundamente progressista, na tradição da extrema-esquerda francesa.

Grifemos essa barbaridade:

A liberdade de expressão de [Charlie Hebdo] era um meio para um posicionamento político radicalmente democrático e profundamente progressista, na tradição da extrema-esquerda francesa.

Uau! Então ela não valia muita coisa, era apenas um meio, algo a ser descartado após a tomada do poder… Algo semelhante ao projeto PT-Berzoini de controle social das mídias… Essa é a visão fascista de Carta Maior, que prossegue em sua hediondez:

O risco de interpretar o atentado como meia verdade é alimentar ainda mais um dos principais oponentes do semanal satírico, o fascismo europeu, e fomentar a polarização entre os extremistas de direita e do Islã.

Mas desde quando a liberdade de expressão é uma bandeira do fascismo europeu? O fascismo só defende a liberdade de expressão como meio para chegar ao poder, exatamente como a Carta Maior vê a liberdade de expressão de Charlie Hebdo.

Mas era assim que Charlie Hebdo via sua liberdade de expressão? Parece que não. Mas antes de dar a palavra a Charb, ouçamos mais uma barbaridade de Carta Maior:

Não indicar os assassinatos de Paris como um atentado à extrema-esquerda – e simplesmente contra a sociedade ocidental e a liberdade de expressão no abstrato – abre espaço para fortalecer aquilo que os jornalistas do Charlie Hebdo mais repudiavam: a extrema-direita.

Ora, afirmar que a extrema-direita era o que Charlie Hebdo mais repudiava é que é uma meia-verdade, uma vez que a própria Carta Maior, entrando em evidente contradição, cita, finalmente, Charb a igualar a Frente Nacional ao fascismo islâmico:

E como dizia Charb: “A Frente Nacional e o fascismo islâmico são da mesma seara e contra eles não economizamos nossa arte’”.

Ou seja, o inimigo do semanário era o fascismo, seja o da Frente Nacional, seja o do Islã. Podia não perceber o fascismo de esquerda, mas já percebia muito claramente o do Islã – o que a esquerda e a extrema-esquerda absolutamente não viam e não veem, ou melhor, não queriam e não querem ver.

E por isso esse reles pasquim sem grande expressão – e não outros jornais de esquerda e de extrema-esquerda mais respeitáveis, como Le Monde, L’Humanité ou Libération – foi bombardeado em 2011 e teve seus cartunistas e redatores executados em 2014.

Basta ouvir o comovido apelo de Philippe Val, ex-diretor de Charlie Hebdo, dirigido a todos, mas especialmente à esquerda omissa em relação ao fascismo islâmico:

Não podem nos deixar sós diante desse perigo que é real, e que há muito tempo denunciamos, sem que quisessem acreditar.

Val respondeu aos jornalistas de esquerda que ironizaram as denúncias do fascismo islâmico pelo Charlie Hebdo:

As ideologias de esquerda fizeram 40 milhões de mortos! E na França a extrema-esquerda é terrorista, nos anos 60 se aliou aos movimentos árabes. É preciso que os jornalistas digam a verdade sobre o que está acontecendo, as pessoas da rua esperam ouvir a verdade, ou tudo isso será recuperado pela extrema-direita. E será terrível.

Carta Maior: respeite esses mortos!

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Os mortos nem esfriaram e toda a esquerda fascista brasileira, que se bate pelo “controle das mídias”, já se realinhou contra o movimento mundial #JeSuisCharlie (#EuSouCharlie). Movimento espontâneo da decência e da dignidade humanas contra o terror que visa exterminar a liberdade, como mostram essas imagens coletadas logo após o atentado:

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O cartunista israelofóbico brasileiro Carlos Latuff manifestou-se imediatamente, como autodenominado “monitor do Oriente Médio”, contra as possíveis reações islamofóbicas do atentato islamita à liberdade de imprensa na França (alguns dos jornalistas de Charles Hebdo eram judeus e homossexuais), seguida pelo atentado antissemita no Hyper Kacher, o supermercado judaico, onde quatro judeus foram assassinados pelos dois terroristas, antes mesmo da chegada da polícia, apenas por serem judeus, caracterizando o racismo assassino do grupo:

EU NÃO TRABALHARIA NA CHARLIE

ATIRADORES CONTRIBUÍRAM COM A ISLAMOFOBIA

A caricatura que Latuff dedicou ao episódio ressalta que sua maior preocupação não era com o massacre de artistas, jornalistas e judeus perpetrado por terroristas islâmicos em Paris, mas a islamofobia – uma reação psicológica que se pode considerar como natural em uma sociedade que passa a ser alvo do terror islâmico:

Carlos Latuff, o cartunista judeufóbico brasileiro, está mais preocupado com a 'islamofobia'.

Em apenas um dia, um batalhão de blogueiros brasileiros “progressistas” passou a minar o espírito de liberdade do movimento mundial contra o terror com um movimento oposto, insidioso e nefasto: #JeNeSuisPasCharlie (#EuNãoSouCharlie).

Para essa esquerda antiocidental, antiliberal, antiamericana e antissionista, todos os argumentos são válidos para desviar o foco do terror islâmico e justificar suas ações – que se tornam sempre reações – ruins, claro, mas compreensíveis diante das provocações, malfeitos, imperialismos, terrorismos, racismos e xenofobias do Ocidente.

Eis apenas alguns exemplos da febril atividade mental desviada desses defensores do indefensável em seus malabarismos lógicos para se manterem imunes à Realidade, e eternamente fiéis à Ideologia, por mais negada que ela seja pelos fatos:

Leonardo Boff:

EU NÃO SOU CHARLIE / JE NE SUIS PAS CHARLIE

Lelê Teles / 247:

JE NE SUIS PAS CHARLIE

Plínio Zúnica / Opera Mundi:

POR QUE NÃO SOU CHARLIE HEBDO / JE NE SUIS PAS CHARLIE

Mas nossa brava e corajosa esquerda fascista e antissemita não está sozinha. Ela está em muito boa companhia repudiando a liberdade ao lado da Direita Católica e dos fascistas franceses da Frente Nacional:

Dominus Est / Católicos de Ribeirão Preto:

JE NE SUIS PAS CHARLIE

Jean-Marie Le Pen / Frente Nacional:

JE SUIS DESOLÉ, JE NE SUIS PAS CHARLIE

PARA SABER MAIS:

Para jornalista da Charlie Hebdo, ataque foi ‘ato de guerra’. 

“Nous vomissons sur ceux qui, subitement, disent être nos amis», affirme l’un des dessinateurs de Charlie Hebdo.

Uma resposta to “GRANDE ATENTADO NA FRANÇA E PEQUENOS ATENTADOS NO BRASIL”

  1. Marco Paiva 11/01/2015 às 21:00 #

    Brilhante! Mais claro impossível!

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