MABUSE CONTEMPORÂNEO

20 ago

Passeando pelos sites e blogs que apoiam desesperadamente Julian Assange, como se disso dependesse a própria vida dos defensores de sua causa obscura (uma fanática chegou a afirmar que “esse homem é um anjo”), deparei-me com um chat de “Anonymous”. Os militantes trocavam ali informações em busca de “Assange masks”, que eles pudessem usar em suas manifestações de protesto. Uma das máscaras postadas foi essa:

A palavra “máscara” e a imagem em preto-e-branco de olhos vazados levaram minha mente a rodopiar por uma série de lembranças, até pousar na sinistra máscara fantasmática do Dr. Mabuse, tal como surgia em Das Testament des Dr. Mabuse (O testamento do Dr. Mabuse, 1932), de Fritz Lang:

Estudando com estranha e fanática admiração a trajetória criminosa de Mabuse, o psiquiatra que o tratava no hospício acabava contaminado por suas ideias subversivas. No clímax do filme, o fantasma de Mabuse irrompia sob uma máscara medonha no escritório do psiquiatra alucinado, apossando-se de sua alma vulnerável com a meta de estabelecer, através da perpetração de atentados em série, um verdadeiro “império do crime”.

Esses paralelos meramente simbólicos não deixam de ser frutíferos. Para escapar à Justiça da Suécia, por onde andou espalhando livremente seu esperma, sendo acusado de estuprar uma mulher e de abusar sexualmente de outra, Assange, que aguardava em prisão domiciliar em Londres o resultado do processo de extradição, temendo um resultado negativo,  refugiou-se na embaixada do Equador, pedindo e obtendo asilo para aquele país. Depois de Assange, seus advogados e seus defensores nas mídias escoraram-se no princípio da inviolabilidade das embaixadas para evitar a extradição do elemento.

Pode um cidadão caçado por ter cometido crimes comuns  refugiar-se numa embaixada quando a Justiça tenta alcançá-lo? Não, isso só funciona para cidadãos privilegiados, para a elite criminosa, aquela que goza de uma boa fama de “ativismo”, como Julian Assange.  Somente criminosos queridos por seu “ativismo” podem obter asilo na embaixada de algum país sob regime esquerdista, alegando ser perseguido não por seus crimes comuns, mas por seu “ativismo”.

O pressuposto é que se eles forem extraditados para qualquer país democrático, onde a Justiça funciona, serão condenados à morte – condenação que devem merecer, claro, mas ninguém pode admitir isso, devido ao “ativismo” do criminoso especial. O mundo inteiro ficará do lado desse criminoso privilegiado,  e suas vítimas passarão por idiotas. Essa estratégia não funciona, porém, para os verdadeiros perseguidos políticos, geralmente uma massa pobre de países que empreendem o genocídio, nem para inocentes esportistas cubanos tentando se asilar no Brasil, por exemplo.

No Brasil, aliás, assassinos com boa fama de “ativismo” só precisam entrar clandestinamente no país. O governo, depois a Suprema Corte, encarregam-se de limpar a barra deles, concedendo-lhes asilo político, como no caso do ex-terrorista Cesare Battisti, refugiado no Brasil por temer prisão perpétua ou extermínio pela ditadura assassina da Itália.

Outro caso curioso foi o da hospedagem fornecida pela embaixada brasileira ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que entrou clandestinamente em seu país numa tentativa burlesca de retornar ao poder. Zelaya e sua numerosa comitiva transformaram a embaixada brasileira em Honduras num hotel de quinta categoria, mas felizmente gratuito.

Esses casos parecem indicar  que as embaixadas têm servido, cada vez mais, à causa dos “ativistas”, numa manipulação política consentida pelos diplomatas de certos países, desvirtuando o sentido da inviolabilidade das embaixadas. Assim, quando o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, defende o princípio da inviolabilidade das embaixadas, essa defesa se alinha à causa, em detrimento da Justiça:

Nós nos solidarizamos com o Equador quando se trata de defender a inviolabilidade das instalações de representações diplomáticas no exterior. Em matéria de inviolabilidade e representação diplomática não podemos tergiversar. Inclusive existe uma declaração do Conselho de Segurança que reafirma o apoio de seus integrantes a esse princípio. Em novembro passado, o Conselho de Segurança da ONU, de que o Reino Unido é membro permanente, condenou ‘nos termos mais enérgicos’ os repetidos assaltos de estudantes islâmicos à embaixada britânica em Teerã, aonde chegaram a reter seis membros da delegação diplomática no Irã. Nessa ocasião, o Conselho de Segurança divulgou um comunicado no qual lembrou ‘o princípio fundamental de inviolabilidade de dependências diplomáticas e consulares, e as obrigações dos governos anfitriões de dar todos os passos necessários para proteger essas dependências de qualquer intrusão ou dano’. [Fonte: aqui.]

Ora, Assange fez sua fama e fortuna violando o correio diplomático entre EUA e diversos países, publicando no WikiLeaks 251.287 telegramas confidenciais e secretos roubados! Uma lei inglesa aprovada em 1987, após um policial britânico ser baleado por tiro disparado da embaixada líbia, permite suspender o status de inviolabilidade das que abrigam criminosos comuns. Com base nessa lei, a Inglaterra pode muito bem impedir que o maior violador de correios diplomáticos do mundo escape à Justiça. Afinal, a lei deve valer para todos, ou para ninguém.

Padraig Reidy, da entidade Index on Censorship, que em 2008 concedeu ao WikiLeaks seu prêmio de mídia, lamentou a opção de Assange: “Ele ironicamente está indo para um país que prende jornalistas frequentemente. É uma ironia bastante sombria.” Sombria também é a repaginação do Presidente Rafael Correa como paladino da democracia. Como lembrou o jornal alemão Die Tageszeitung,

Longe da atenção do mundo, o governo equatoriano está expulsando um ex-funcionário do governo de Belarus […] há seis semanas o presidente bielo-russo, Alexander Lukashenko, esteve em Quito para assinar vários acordos de comércio e aplicar pressão. Logo depois o homem, Aliaksandr Barankov, foi preso em Quito. Tendo isso como fundo, as palavras floreadas do ministro das Relações Exteriores do Equador sobre a importância do asilo político não têm muito valor. [Fonte: aqui]

O capitão e blogueiro de Belarus, procurado pela Interpol por supostos crimes de fraude, fugiu de seu país em 2009 e chegou ao Equador em 2010, onde ficou detido por 52 dias. Depois disso, ali permaneceu refugiado, não tendo sido extraditado por informações incompletas no pedido, segundo seu advogado Fernando Lara. Como em Belarus vigora a pena de morte, Barankov teme pela sua vida caso seja repatriado. Outro caso de crime comum mascarado de crime político?

Se o australiano admirador de  Hassan Nasrallah, o  líder do grupo terrorista Hezbollah,  o primeiro entrevistado de seu programa The Word Tomorrow, quer um mundo sem lei, onde correios diplomáticos podem ser violados e vazados para a alegria dos que compartilham de seus ideais – e doam fortunas para seu site, para que ele possa continuar vazando segredos de Estado e espalhando esperma em seu turismo sexual mundo afora – não deve esperar que a lei da inviolabilidade de embaixadas, que ele rasgou em 251.287 mil pedaços, sirva agora tão somente para protegê-lo.

O problema de Assange com os preservativos, que ele gosta de romper no meio da transa, é apenas um reflexo menor de seu problema maior, com as leis dos países democráticos, que desde sua adolescência problemática ele gosta de burlar e subverter. Sua cabeça esbranquiçada por um divórcio traumático rejeita as leis com a mesma rebeldia juvenil e desvairada com que sua cabecinha esbranquiçada de esperma rejeita as odiosas camisinhas.

E asssim como Assange descarta os preservativos, as leis só lhe servem se o protegerem da Justiça que deseja interpelá-lo. Crimes comuns de violação de mulheres ainda são menores diante de crimes de violação de correios diplomáticos, que esse Mabuse contemporâneo perpetrou e continua a perpetrar impunemente, em nome do Bem, com a ajuda de mil tentáculos – os colaboradores do WikiLeaks – que permanecem ocultos nas sombras.

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8 Respostas to “MABUSE CONTEMPORÂNEO”

  1. Ariel 23/08/2012 às 17:36 #

    Perfeito, professor, lúcido, claro e direto como sempre. Assange é o novo Che Guevara, os jovens amam (idotas úteis), sem ter ideia do crápula que é.

  2. Cesare 30/08/2012 às 10:48 #

    Hum, legal. Agora gostaria de saber a opinião sobre a diplomacia que caça Assange dessa forma mas abrigou verdadeiros monstros como Pinochet, em relação ao Reino Unido. Nem estou dizendo isso por defender Assange, mas sim porque algumas observações sobre esse assunto parecem um tanto equivocadas, para não dizer hipócritas.

    • Ariel 03/09/2012 às 09:22 #

      Prezado, um erro mão justifica outro.

    • Luiz Nazario 03/09/2012 às 09:27 #

      Leia a Wikipédia, às vezes é útil: “Em 16 de Outubro de 1998, Pinochet foi detido pela Scotland Yard em Londres, onde se encontrava para tratamento médico. A prisão do ex-chefe de Estado obedecia a um mandado de busca e apreensão internacional, “com fins de extradição” para Espanha (país onde seria julgado por crimes de abuso dos Direitos Humanos), expedido pelo juiz espanhol Baltasar Garzón (embora sem deter competência para pedir extradições), e enviado à Interpol, onde é acusado por supostos crimes de genocídio, terrorismo e torturas, com base em denúncias de familiares de espanhóis desaparecidos no Chile durante seu governo. Fica detido em prisão domiciliar por 503 dias na capital britânica sendo libertado por razões médicas. A ex-primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, usou de seu prestígio para pressionar o governo britânico a libertar Pinochet (que apoiou os britânicos na Guerra das Malvinas), a quem chamou de “um amigo que ajudou a combater o comunismo”. O governo britânico, alegando razões de saúde, recusou-se a extraditá-lo para a Espanha. Uma junta médica britânica declarou-o mentalmente incapacitado para enfrentar um julgamento pelo que Pinochet foi extraditado para o Chile em março de 2000. Uma vez posta em causa a sua sanidade mental, teve de renunciar ao cargo de senador vitalício, em 2002.” O que eu penso do caso Pinochet? Penso que Margaret Tatcher é uma anticomunista cega à dor humana, e Pinochet deve estar, se Deus quiser, queimando no Inferno.

  3. Guilherme Augusto 22/11/2012 às 01:18 #

    “violou correio diplomático” dos EUA? “documentos secretos roubados”? Por favor! O que esse cidadão incentivou e fez foi um verdadeiro favor ao mundo, ao escancarar um pouco de toda a mentira e hipocrisia de um país imperialista que se diz e se vende como o último reduto moral e de liberdade do mundo, quando é tão imperfeito, se não mais, quanto qualquer outro país do mundo, inclusive com suas contradições e a inconsistência recorrente do discurso de “liberdade”, que por si só já é vinculado a um caráter econômico, já derrubando por terra a própria noção de liberdade, dentro de um sistema corrupto e escravizador que é o atual estágio do capitalismo. Um país que age como se fosse e até se considera A Civilização Ocidental Evoluída propriamente dita, e que tudo não passa de um ranço megalomaníaco encharcado de um capitalismo bárbaro, que já destruiu mais do que o bastante dos mares, rios, florestas, solos, da fauna e da própria vida humana! A “diplomacia” deles, e de um grupo seleto de governantes alinhados (com quem várias dessas “cartinhas” eram trocadas) não passa de um projeto tirânico pra manutenção das desigualdades abissais e de um estado de convivência insustentável e irracional, que não comporta o humanismo em seu discurso e atitude. E tem mais, Assange está sendo acusado, nem foi condenado, você não pode simplesmente afirmar que ele é um sujeito “caçado por ter cometido crime comum”, pelo simples fato de que nem provado está que ele tenha cometido alguma coisa, ora, toda a história é muito estranha e muito conveniente aos interesses poderosos (e desproporcionais com relação aos de um indivíduo), o que só confere mais confiabilidade e veracidade à integridade daqueles documentos divulgados dia a dia no wikileaks, afinal, face à tamanha reação desesperada, à imputação de crimes irreais (com personagens, que inclusive, se esvaíram no ar?) e outras manobras de grande porte (mobilização da opinião pública através de uma imprensa também alinhada), realmente as informações [digamos assim] “bombásticas” contidas naqueles documentos devem ter algo de nocivo para a própria estrutura moral que um país gosta de pintar e estilizar para si, em suas bandeiras, músicas, filmes etc. Deve ameaçar o seu discurso hipócrita ou, sequer pegar em algum ponto nevrálgico.

    • Luiz Nazario 22/11/2012 às 02:01 #

      Ah, Assange não violou correspondência de consulado? Não roubou documentos secretos? Ele fez apenas um favor à sociedade? Por favor… Eu chamo violação de violação e roubo de roubo. Se quer chamar de outra coisa, faça-o, mas não me inclua nessa propaganda goebbeliana. Além de cometer esses crimes, Assange aprontou na Suécia e fugiu de sua Justiça, pois deve e teme. Quanto à ode contra o capitalismo americano, não me comoveu. Prefiro mil vezes o capitalismo americano, com seus crimes e injustiças tremendas, ao capitalismo comunista chinês e seus rituais selvagens de “reeducação”. Ou ao capitalismo soviético e seus Gulags e hospitais psiquiátricos para dissidentes políticos. Ou ao capitalismo nazista e seus campos de extermínio. Ou ao capitalismo cubano e seus paredóns.

      • Guilherme Augusto 25/11/2012 às 13:50 #

        Mas Luiz, meu caro, você viu, em algum momento, eu defender aqui os diversos tipos de capitalismos que você citou? Você viu eu pleitear por uma ditadura, seja de extrema direita, seja de extrema esquerda (até porque eu acredito que nos extremos as coisas são iguais, e nada agradáveis)? As atitudes de Assange em algum momento se aproximam de um crime de tamanha magnitude e terror? SE, e eu digo SE ele realmente cometeu os crimes pelos quais ele tem sido ACUSADO, são estes crimes comuns. Claro, opero com o conceito de “crime comum” face a um positivismo estrito, analisando uma situação friamente e tecnicamente, como você mesmo faz ao chamar os termos violação de violação e roubo de roubo, e dessa forma aderindo você a um discurso, não goebbeliano, mas inspirado por Carl Schmidt, este positivismo com conceitos como “roubo” e “violação” que são só formais, e abarcam qualquer atitude se a considerarmos separada de seu contexto e fundamentam qualquer legislação, tanto a que considerava certo matar judeus, quanto a que considera certo um sistema de hipotecas criminoso favorecendo banqueiros multimilionários e deixando milhões de pessoas à berlinda. Assange fez um favor à sociedade atuando como ele autou no wikileaks, não confunda as coisas, isto não tem nada a ver com os crimes comuns que ele tenha cometido na Suécia, se é que cometeu mesmo, se é que houve algum crime pois não há provas, nem testemunhas, e as personagens para toda esta fábula parecem muito bem terem sido criadas para incriminar alguém por um meio legal, afinal não poderiam o incriminar só, isoladamente, pelo site de vazamento de informações confidenciais (a menos que fosse extraditado para os EUA, o que, uma vez na Suécia, seria possível, e é por isso que ele “fugiu” de lá). E quanto à questão do “capitalismo americano”, eu não tentei comover ninguém, o que eu falei é tão claro e óbvio que só mesmo se recusando a admitir, por pura insistência, para dizer o contrário. Como eu disse, eu não defendi aqui qualquer outra espécie de sistema político, econômico ou de governo que já tenha existido referentes a este binômico, capitalismo/comunismo; eu defendo, sim, uma alternativa, que não tem nome, mas muita gente defende, a qual os opositores, em sua maioria conservadores, chamam de comunismo, de esquerdismo, em tom de ameaça, para mais uma vez, repetir a velha história de medo coletivo e mobilização da opinião pública via agências de notícias, para denegrir a imagem dessa alternativa relacionando-a falaciosamente a uma imagem decrépita do que existiu no mundo até hoje como alternativa ao capitalismo norte-americano, que foram todas tentativas frustradas e falhas, com muita utopia e sonho, que a prática real não comportou, porque algumas mentes criminosas e gananciosas, e diria até narcisistas, se apropriaram deles, inclusive entregando à morte os verdadeiros sonhadores e pessoas de boa-fé que teorizaram todas essas revoluções. Acontece que o próprio capitalismo também é falho, mas ele é pior, ele é cínico e hipócrita, prega um discurso invisível que permite sua perpetuação por muito mais tempo, permite a barbárie e o genocídio silenciosos, não é igual estes líderes que você citou aí, que criaram todas essas táticas de assassínio e foram pragmáticos quanto a isto, “deixaram” o mundo todo ver o que eles faziam. Não, o capitalismo não deixa ninguém ver, e quando alguém, porventura, vê sua carcaça podre, é muito bem suprimido pelas forças conservadoras e gananciosas que estão por trás dos seus principais institutos: mídia “livre”, empresas “livres”, bancos “livres”, governos “democráticos” etc. Essas forças não são sobrenaturais, elas têm cara, corpo, terno e gravata, muito dinheiro, poder e influência, compõem um grupo diminuto, microscópico, perto dos 7 bilhões de pessoas existentes no planeta, mas a influência e o poder que o dinheiro praticamente infinito deles consegue, atinge tranquilamente bem mais que 7 bilhões de seres humanos, forma 7 bilhões de opiniões, impõem uma ideologia e vendem a mentira para 7 bilhões, bem facilmente. Então, eu considero o Assange, um, e só um sujeito, que alcançou uma maneira de, sem dinheiro, poder ou influência, alcançar também 7 bilhões de pessoas para levar uma brecha no sistema, mostrar um furo de reportagem, evidenciar a maior mentira e todas as falhas da democracia capitalista. Eu defendo, Luiz, uma democracia, defendo um Estado, mas não um Estado forte também, nem um Estado ausente, um Estado justo e isento, que nenhum megaempresário seja capaz de comprar através de lobbies, defendo, Luiz, uma imprensa verdadeiramente livre, capaz de dar opiniões contraditórias sobre um mesmo assunto, vindas de diferentes opiniões, que fomente o debate, e, mais uma vez, a democracia, eu defendo também o respeito ao meio ambiente, e tudo isso relacionado a qualquer sistema econômico que você quiser, mas que observe e respeite todos estes princípios, não um sistema econômico tirânico, que vende uma falsa liberdade, permite que todos sejam livres e tenham oportunidades iguais, mas não é o que acontece, e quando muito poucos, muito poucos mesmo têm essas oportunidades e uma grande massa vive na eterna ilusão, alguma coisa anda errada, e as diversas crises pelas quais o capitalismo contemporâneo já passou no século XX e ainda passa mostram que ele é um sistema falho e não é o melhor deles, e também não é muito melhor e muito mais livre que outros sistemas que já existiram, ele só não diz a que veio verdadeiramente, vende ilusões como nenhum outro e trabalha muito bem com estética e imagem, como nem Goebbels pensou em fazer!

  4. Luiz Nazario 25/11/2012 às 14:51 #

    Você está enganado, Carl Schmidt não era positivista, era nazista, um teórico do Estado total, sendo hoje muito apreciado pela esquerda brasileira anti-americana, na qual eu não me incluo. Como você execrou o capitalismo americano como bárbaro, lembrei de outros muito mais bárbaros, que você, curiosamente, esqueceu de criticar. Que bom que concorda agora em condenar todas as barbáries, não apenas a americana. Quanto aos crimes comuns de Assange na Suécia, só a esquerda que compactua com o crime é capaz de negar a priori a validade dos depoimentos das vítimas, pressupondo, igualmente a priori, a inocência do acusado. Contudo, a fuga deste da interpelação da Justiça alegando que seria preso – merecidamente se o fosse – pelos outros crimes que cometeu, é a meu ver injustificável. Quanto à suposta democracia alargada para além da democracia real que você diz defender – com liberdades infinitas de imprensa, igualdade total de oportunidades, etc. – ela se chama comunismo, e já provou historicamente o resultado catastrófico de sua ideologia bonita.

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