ESTUPROS INTELECTUAIS

10 jun

Não há limites para o ódio racista de uma parcela hiper-ideologizada das populações árabes e islamitas contra os judeus. Os humanitários pacifistas tentam contextualizar esse ódio nos quadros da guerra Israel-Palestina; essa parcela odiaria apenas os sionistas. Mas os nazistas também faziam essas distinções: haveria meio-judeus e judeus-inteiros, judeus que continuavam trabalhando e judeus que iam imediatamente para as câmaras de gás, etc.

Os sionistas hoje representam o papel dos judeus-inteiros do nazismo. Essas distinções nazistas são capciosas. Quando um árabe hiper-politizado diz odiar apenas os israelenses ele se refere aos judeus de Israel, pois não inclui no seu ódio seletivo os palestinos israelenses, os drusos israelenses, e outras minorias étnicas de Israel. O atual ódio político contra os israelenses é pura e simplesmente o velho ódio racista contra os judeus. No caso, contra os judeus que incomodam mais, pois próximos dos racistas, em Israel, que contamina a região, que é o câncer do Oriente Médio, e outros clichês da doutrina nazista, ali atualizados.

Um exemplo eloquente de cinismo, brutalidade e irracionalidade do antissionismo / antissemitismo / antijudaísmo é a proposta da advogada egípcia Nagla Al-Imam, divulgada pela TV Al-Arabiya a 12 de novembro de 2008, mas pouco comentada em nossas mídias, de incitar os jovens árabes ao assédio sexual das mulheres israelenses como forma de resistência:

Para a Dra. Nagla Al-Imam, os israelenses violariam os direitos dos árabes e estuprariam a terra árabe – logo, as mulheres israelenses deveriam ser, por justiça, assediadas sexualmente pelos jovens árabes. Relacionando maliciosamente os termos violação de direitos e estupro da terra ao assédio sexual das israelenses, o que a advogada de fato propõe, eufemisticamente, é o estupro das mulheres israelenses pelos jovens árabes.

Colocando o ódio aos judeus acima da solidariedade feminina, essa mulher considera poucas coisas mais graves que a chamada Ocupação da Palestina, ora chamada estupro da terra. O estupro das mulheres judias seria apenas outra forma de resistência a esse soi-disant estupro. À pergunta do repórter sobre se sua proposta não colocaria os jovens árabes sob o risco de serem punidos por violar as leis que punem o assédio sexual, a Dra. Nagla Al-Imam responde friamente que na maioria dos países árabes, com exceção de três ou quatro, que ela acredita  nem permitirem a entrada de mulheres israelenses, inexistem leis que protejam a mulher contra o assédio sexual. Além disso – e aqui a Dra. Nagla Al-Imam atinge a expressão máxima de sua patologia – se as mulheres árabes podem ser assediadas livremente pelos homens árabes, nada de errado haveria em que eles assediassem também as mulheres israelenses…

O repórter pergunta então se essas ações de assédio incluiriam o estupro. Não, ela responde, só para acrescentar imediatamente que, nesse caso, as mulheres israelenses não teriam direito de reagir. Pois nunca os lutadores da resistência (leia-se: os estupradores) começam o estupro, que deve ser sempre atribuído às mulheres judias, devido aos seus valores morais mais leves. Consumado o estupro, as mulheres judias não teriam nenhum direito a uma queixa legal. Do ponto de vista da Dra. Nagla Al-Imam, haveria nisso apenas justiça: – Deixes a terra, e não te estupraremos.

O desejo da Dra. Nagla Al-Imam é, enfim, o de ver as sionistas expelidas dos países árabes. Esses desdobramentos aberrantes da causa palestina, abraçada no Ocidente pelas esquerdas, derivam diretamente da doutrina nazista. Ao contrário do que ocorre nas democracias ocidentais e em Israel, nos países árabes e islâmicos o racismo não é punido. Pelo contrário, é incentivado pelos governos, pelas mídias, pelos imãs, e torna-se, a cada dia, mais público, assumido e declarado.

Não é a ralé ignara, bruta, sem educação, que exibe tal animalesca visão de mundo. É uma advogada que, entrevistada por uma emissora de TV que transmite para todo o mundo árabe, propõe abertamente o estupro em massa de mulheres de outra etnia. Tal proposta de limpeza étnica feita publicamente e sem meias palavras revela a miséria intelectual que ataca as parcelas hiper-ideologizadas das elites do mundo árabe e islâmico, que não hesitam em incitar seus jovens a ações criminosas e terroristas, anunciadas como inimputáveis, e mascaradas como novas formas de resistência.

2 Respostas to “ESTUPROS INTELECTUAIS”

  1. Alcebiades 11/06/2010 às 06:18 #

    Excelente texto e ótima descoberta, Luiz (descoberta que a mídia costuma não fazer, uma vez que contraria sua visão de mundo bem assentada de que Israel é a sede do Mal no mundo). É curioso que o uso do estupro como arma genocida, empregada nas guerras da Bósnia ou em Ruanda, ganha aqui uma espécie de formulação intelectual e jurídica. Uma justificativa monstruosa que essa Carl Schmitt do jihadismo oferece como ampla possibilidade de mais um front na guerra contra Israel. Parece que o próximo passo da intifada em particular e da jihad no geral será o estupro em massa, absolvido pelos líderes religiosos islâmicos e justificado pelas esquerdas dentro do masoquista discurso contra o imperialismo…

  2. Fernanda 14/06/2010 às 18:55 #

    INACREDITÁVEL!!!

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