NOVA RODADA DE AÇOITES MUNDIAIS NO LOMBO DE ISRAEL

1 jun

O mundo não se cansa de açoitar Israel. O lombo do Estado Judeu já está bem calejado. Cercado de inimigos por todos os lados, Israel conseguiu sair vitorioso de todas as guerras que lhe moveram os países árabes. Mas os palestinos envolvem, cada vez mais, o mundo nessa guerra. Eles desejam que todos tomem parte das rodadas de açoites e apedrejamentos que organizam contra Israel, numa Grande Intifada Planetária. Os idiotas úteis que aderem à causa são os mesmos que vêem o mundo com um único olho, o da esquerda. Trata-se de um olho cego, tomado pela catarata com a queda do Muro de Berlim, o fim da URSS e a extinção progressiva dos regimes comunistas. A esquerda apodrecida só revive como os mortos-vivos: defendendo causas totalitárias.

Claro que Israel cometeu mais um erro ao abordar a “Mavi Marmara”, a “Flotilha da Liberdade” (sic), um grupo de seis navios que transportava, sem autorização nem controle, mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de “ajuda humanitária” (sic) para os terroristas do Hamas que assaltaram Gaza:

Para quê abordar essa “Flotilha da Liberdade”? A operação parecia destinada desde o início ao fracasso: meia dúzia de soldadinhos não iria “parar” centenas de fanáticos islamitas, entoando cânticos antissemitas de guerra, determinados a matar e morrer como mártires pela causa insana da Insani Yardim Vakfi (a ONG terrorista que organizou a expedição selvagem). Pela enormidade da operação, percebe-se que ainda corre muito dinheiro pelo mundo no apoio ao terror. Israel devia ter simplesmente afundado a “Flotilha da Liberdade”.

Mas entre os tripulantes da “Flotilha da Liberdade” havia militantes dos quatro cantos do mundo, inocentes úteis como a brasileira Iara Lee, que conheci nos festivais de Leon Cakoff: eles formavam um casal muito ativo mundo afora, na seleção das inúmeras porcarias que exibiam, entre um que outro bom filme, na Mostra Internacional de Cinema. E ai dos críticos que não elogiassem as porcarias: eram punidos com a retirada de suas permanentes e dos eventuais convites para macarronadas! Parece que Iara, agora envolvida em causas sociais, embarcou, com seu passaporte norte-americano, na canoa furada dos palestinos. Será devidamente deportada de Israel e recebida com honras pelos entusiastas da Mostra…

Parece que em 5 dos 6 navios abordados a operação foi bem sucedida, não tendo ocorrido violência. Mas ao abordarem o sexto barco, tripulado por cerca de 600 árabes fanatizados os soldados foram recebidos pelos pacifistas humanitários com todo o respeito, isto é, a golpes de faca, cassetete, barra de metal, lançamento de cadeiras e coquetéis molotov, bombas de gás, chutes, pontapés e balas, em verdadeiros linchamentos humanitários e pacíficos. Cada soldado que descia era cercado e linchado de forma humanitária e pacífica:

Um soldado israelense foi esfaqueado por um pacifista humanitário e quando dois pacifistas humanitários apossaram-se de duas armas dos soldados e abriram fogo, os demais reagiram em legítima defesa. No tiroteio que então se seguiu, 9 terroristas foram mortos e mais de 30 saíram feridos. Do lado israelense, 7 soldados foram feridos, dois deles gravemente. Países árabes bradaram aos céus contra o que definiram de “massacre” e “assassinato de Estado”. Nenhuma palavra nas mídias sobre a ilegalidade da “Flotilha da Liberdade”, sobre as (inexistentes) tentativas da ONU de impedir a operação de guerra dos pacifistas humanitários, sobre as agressões violentas aos soldados israelenses que, mais uma vez, foram obrigados a agir sozinhos contra o mundo inteiro cúmplice do terror. Imediatamente, os Estados aliados do terror – em primeiro lugar o Irã, seguido de países europeus e latino-americanos solidários (Venezuela, Brasil, Bolívia) apoiaram as mais vigorosas chicotadas morais contra Israel.

O Embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, foi convocado pelo governo brasileiro para “dar explicações”. Ele esclareceu o caso à embaixadora Vera Lúcia Barrouin Crivano Machado: os soldados embarcaram sem empunhar suas armas, mas foram atacados pelos “pacifistas” e reagiram em legítima defesa. Indiferente aos esclarecimentos, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil continuou a categorizar a flotilha como “humanitária” e “pacifista”: Não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário”. Em resposta, o Embaixador de Israel reafirmou que a flotilha tinha o objetivo político de apoiar o regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza, inexistindo ali crise humanitária: todo tipo de ajuda ingressa diariamente na região.

Israel oferecera aos organizadores da flotilha a alternativa de seguirem para o porto de Ashdod, onde os suprimentos de ajuda humanitária seguiriam para Gaza por via terrestre. Os organizadores não aceitaram. Os organizadores rejeitaram também realizar a entrega dos materiais através dos canais apropriados da ONU e da Cruz Vermelha. O grupo afirmou repetidas vezes que a intenção era romper o bloqueio marítimo em Gaza.

Levando em consideração o terror imposto pelo Hamas, o bloqueio realizado não apenas por Israel, mas também pelo Egito, é legal e justificado, como esclarece o documento The Gaza flotilla and the maritime blockade of Gaza – Legal background. Porque apenas Israel é acusado de fechar as fronteiras com Gaza? Porque o Egito mantém suas fronteiras com Gaza igualmente fechadas? Permitir uma “Flotilha da Liberdade” entrando ilegalmente em Gaza abriria um corredor de contrabando de armas e terroristas, com disseminação de violência em toda a área. Após os repetidos avisos aos organizadores de que não seria permitido romper o bloqueio, e seguindo a lei marítima, Israel impôs seu direito. Os membros da flotilha não atenderam as propostas israelenses nem aceitaram a solicitação das FDI, antes da abordagem, de que a flotilha os acompanhasse encerrando o evento de forma pacífica.

Como sempre, a máquina de propaganda palestina ganhou um novo tento. Uma Intifada desencadeou-se em Paris: uns 1200 manifestantes com bandeiras palestinas lançaram pedras contra a embaixada de Israel, na Avenida Champs-Elysées, gritando slogans antissionistas. As manifestações foram convocadas por grupos pró-palestinos, com a participação do Partido Comunista e do Partido Verde. Milhares de pessoas saíram em protesto em Estrasburgo, Lille, Marselha, Lyon, Toulouse. Em Madri, cerca de 600 manifestantes reuniram-se em frente ao Ministério de Assuntos Exteriores, com a participação do coordenador geral da coalizão Esquerda Unida, Cayo Lara, e do presidente da Associação Cultura, Paz e Solidariedade, Manuel Espinar, cujo filho embarcara na “Flotilha da Liberdade”, pedindo solidariedade para com o povo palestino. Em Valência, a concentração foi convocada pela Rede de Solidariedade com a Palestina. Centenas de pessoas se manifestaram em Sevilha, em apoio ao povo palestino… E assim o mundo vai virando um inferno, infestado de jihadistas.

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7 Respostas to “NOVA RODADA DE AÇOITES MUNDIAIS NO LOMBO DE ISRAEL”

  1. Carlos Robson 01/06/2010 às 08:10 #

    O autor critica a visão de países que apóiam os palestinos como “esquerda totalitária”. Bem, eu pessoalmente achei esse episódio da flotilha um absurdo em termos de que foi desproporcional. Israel no máximo deveria interceptar as embarcações e prender seus ocupantes, não precisava matar ninguém. Pessoalmente, me considero um centro-esquerda moderado, e detesto os vermelhos esquerdopatas. Mas não considero o governo Lula autoritário, mesmo porque a imprensa no Brasil é claramente elitista e conservadora e nem por isso deixou de existir. Percebi um certo extremismo a favor de Israel nos textos.

    • Luiz Nazario 01/06/2010 às 10:59 #

      Desproporcional: 6 milhões de judeus exterminados por um Estado dito civilizado na Europa do século XX, sob o silêncio do mundo. Desproporcional: 36 Estados Árabes e Muçulmanos contra o único Estado Judeu do mundo. Desproporcional: o mundo inteiro, com raras exceções, condenando Israel sempre que ousa defender sua existência. Desproporcional: milhões de esquerdopatas, esquerdistas e centro-esquerdas simpáticos a medonhos terroristas sanguinários criticando a legítima defesa de uma dúzia de jovens soldados israelenses ante seu iminente linchamento por centenas de ferozes pacifistas humanitários.

  2. Mika Krok 01/06/2010 às 11:57 #

    Esse termo, “desproporcional”, me dá alergia. Sempre a resposta de Israel é considerada desproporcional, não importa o que realmente aconteceu. Eu pessoalmente acho que Israel deveria enviar uns torpedos e fazer esses valentões fanáticos e terroristas, travestidos de inocentes humanitários, darem uma volta… Mika.

  3. Ariel 01/06/2010 às 13:02 #

    Sr. Carlos Robson, a intenção de Israel era justamente apenas prender os ocupantes dos navios (como foi feito com as outras 5 embarcações sem incidentes) ou fazer com que dessem meia volta. Mas na sexta embarcação, lotada com jihadistas prontos para virarem mártires e morrerem por essa causa, receberam os soldados a pauladas, golpes de bastão de ferro, facadas, coquetéis molotov e em muito maior número (o senhor não viu os vídeos provando isto? estão aqui mesmo no texto do Prof. Luiz Nazario), os soldados se defenderam, inclusive de disparos de armas de fogo tomadas dos soldados espancados. Claro que vidas foram perdidas. Mas quem provocou tudo isto? Israel deixou muito claro desde o inicio que nenhum navio tinha permissão para passar. Ou seja, esse pessoal sabia muito bem aonde estava se enfiando e o que poderia acontecer: quem planta vento, colhe tempestade. Dito e feito. Agora, mais uma vez, vem o mundo hipócrita caindo em cima de Israel, que mais uma vez apenas se defendeu. Os palestinos são o grupo que mais recebe ajuda humanitária em todo o mundo; ganham de 10 a 1 de qualquer outro grupo bem mais necessitado, como os coitados do Sudão. Israel envia semanalmente toneladas de alimentos, remédios, fornece energia elétrica, gás de cozinha… tudo, e para um território hostil, que não nega sua vontade de destruir Israel, como o vem tentando há anos, lançando mísseis contra a população civil israelense… E quem se importa com isso? Ninguém… Estão mais preocupados com os pobres palestinos, que pularam de alegria no dia 11 de setembro de 2001…

  4. Fernanda 14/06/2010 às 13:56 #

    Luiz, foi um prazer imenso encontrar seu blog e ler suas posições tão claras e diretas sobre esse “incidente” com o barco. É revoltante ver as pessoas cegando para o terrorismo e apontando Israel como culpado. Vivo repetindo que esses pacifistas estão focando errado, que deveriam lutar contra o Hamas em vez de fortalecê-lo como vêm fazendo. Acredito que a intenção de muitos deles é boa, mas como podem ser tão ingênuos e burros? Só pode ser uma predisposição genética pra odiar os judeus! Mesmo mostrando vídeos, fotos, declarações, o que for, as pessoas continuam justificando os atos terroristas, achando que Israel é culpado e dizendo que o que digo é repetição do discurso sionista, propaganda… Ora, que seja! Israel tem o direito de existir! Há um documentário chamado Pallywood que mostra de forma clara as armações cinematográficas que muitos palestinos fazem. Inacreditável! Eu vi! Eu vi o sorriso no rosto de um deles após colocar um dos atores na ambulância e finalizar mais uma cena. Eu vi um homem deitado no chão fingindo-se de morto ou ferido ou protegendo-se de um ataque que nem estava acontecendo… enquanto falava ao celular! Eu vi tantas cenas, tantas… E mesmo mostrando-as às pessoas, elas continuam cegas. Não entendo… Chego a me questionar: estarei eu cega?… Creio que não… Obviamente não acho que Israel nunca cometa erros. Qualquer país envolvido numa guerra tem as mãos sujas de sangue. Porém a mim parece tão claro que Israel luta para se defender enquanto seus inimigos lutam para exterminá-lo, que me dói… Verdadeiramente me dói ver as pessoas bradando por aí que Israel cometeu genocídio, que Israel é terrorista, que está agindo como Hitler, que é assassino etc… Começo a crer que o poder de lavagem cerebral dos muçulmanos radicais é maior do que se pode imaginar. Conhece uma libanesa que discursa frequentemente contra o terrorismo? Brigitte Gabriel. Caso não, recomendo procurar vídeos dela. É assustador o que ela diz. Um grande abraço!

    • Luiz Nazario 14/06/2010 às 14:57 #

      Fernanda: Não importa o que digam milhões de idiotas. Você faz parte de uma minoria – a dos que têm razão. Continue pensando por si mesma, lutando assim contra o mal descrito por Ionesco em ‘Os Rinocerontes’ – a rinocerontite – que tende a dominar o mundo. Tudo de bom!

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