O TEATRO INFANTIL DA CRUELDADE

27 ago
Casamento pedófilo em massa ou desfile dos noivos com as damas de honra irmãs menores das noivas?

Casamento pedófilo em massa ou desfile dos noivos com as damas de honra irmãs menores das noivas?

O site De Olho na Mídia reproduziu a 27/08/2009 a denúncia de Paul Williams postada em The Last Crusade a 07/08/2009 sobre o “casamento pedófilo em massa” em Gaza como “furo” mundial e nacional. Mas, a bem da verdade, antes de The Last Crusade e de De Olho na Mídia, o caso foi postado a 02/08/2009 pelo anônimo “The Eye” em Road 90 e a 04/08/2009 neste blog, com o link para o impressivo vídeo que justificou a denúncia, também postado em We Jew.

A propósito do caso em pauta, num informe postado a 04/08/2009 no site World Net Daily, porta-vozes do Hamas, entrevistados por Aaron Klein, negaram com veemência que as 450 meninas vestidas de noiva que aparecem nas imagens supostamente manipuladas do evento que a organização terrorista democraticamente eleita promoveu a 29/07/2009 fossem as verdadeiras noivas. As meninas seriam as irmãs menores das noivas, as pequenas “damas de honra”, que tradicionalmente se vestiriam daquela maneira, isto é, exatamente como as noivas.

Contudo, para refutar a suposta “calúnia”, ou seja, a manipulação das imagens do casamento em massa (evento em si mesmo monstruoso, e politizado, como se pode ver pelas bandeiras ostentadas), o Hamas precisaria apresentar as imagens das “verdadeiras” noivas que se casaram na ocasião. Nenhuma noiva adulta é vista nos arredores. Estavam escondidas das câmaras? Chegaram depois da festa? É ainda notável que as 450 noivas possuam 450 irmãs menores… De qualquer forma, o mundo aguarda ansioso o tradicional álbum de fotografias dos casais adultos do enlace massivo como definitiva contraprova das imagens das noivas-meninas que circulam na internet, nos blogs, no YouTube, chocando a todos: seria um alívio para o mundo civilizado e suas organizações humanitárias que sutentam a causa palestina saber que aquelas 450 meninas não foram abusadas por 450 milicianos do Hamas…

Por outro lado, o abuso das crianças palestinas tem sido a regra sob as sucessivas lideranças da Autoridade Palestina. Somos assolados pela quantidade de notícias assombrosas que revelam como a infância tem sido violentada pelas autoridades palestinas com o consentimento de suas famílias e a complacência das organizações de Direitos Humanos, da ONU, da UNICEF. As crianças palestinas não cessam de ser educadas para a morte, seus corações e mentes continuam, a despeito dos protestos, sendo envenenados por injeções massivas de ódio racial e de ódio político. Nem mesmo na Alemanha nazista a doutrinação das crianças foi tão penetrante.

O Intelligence and Terrorism Information Center postou recentemente imagens de um grupo de crianças de jardim de infância carregando armas de plástico, um modelo do Domo da Rocha em Jerusalém e bandeiras palestinas numa performance de “dança da vitória” sobre “cadáveres de soldados do Exército de Israel” interpretados por outras crianças, em evento organizado a 3 de junho de 2009 pela Sociedade Dar al-Huda no Rashad al-Shawa Center, em Gaza. Os familiares das crianças assistem orgulhosos à pecinha, “como uma produção escolar de Cinderella, apenas genocida”, observou Omri Ceren, do blog Mere Rhetoric, que reproduziu a notícia. Enfim, nada é impossível na “República de Salò” montada em Gaza, sob a Administração do Hamas – nem mesmo esse espantoso teatro infantil da crueldade:

Crianças palestinas encenam a conquista de Jerusalém sobre "cadáveres" de soldados israelenes.

Crianças palestinas encenam a conquista de Jerusalém sobre "cadáveres" de soldados israelenes.

8 Respostas to “O TEATRO INFANTIL DA CRUELDADE”

  1. Luiz Nazario 28/08/2009 às 05:54 #

    Prezado Daniel Barenbein, sim, de fato, você não afirmou que a publicação da polêmica matéria era um furo mundial de Paul L. Williams e um furo nacional seu, apenas que o mundo desconhecia o caso, que a denúncia era de Paul Williams, traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia, sendo que ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto. Hoje arriscamos perder credibilidade apontando prioridade e exclusividade em alguma coisa. O mundo tornou-se muito complexo com o esfacelamento das mídias e a transformação de cada internauta em um transmissor de dados, proporcionando aos fatos mundiais coberturas instantâneas on line, com todos os perigos inerentes de erros e falsifcações. Enfim, autorizo a reprodução do texto em De Olho na Mídia com os devidos créditos e endereço do blog.

  2. Daniel Benjamin Barenbein 28/08/2009 às 04:49 #

    Luiz, a bem da verdade também, eu não disse que estava dando nenhum furo nacional ou mundial. Eu disse que a mídia nacional não repercutiu e não falou deste assunto. Obviamente me referia aos grandes veículos de imprensa. E realmente desconhecia que você já tinha escrito a respeito. Outra coisa e mais importante: posso utilizar este teu texto no meu site com os devidos créditos? É importante para mim, visto que algumas pessoas têm tentado usar essa alegação de que é tudo uma “lenda”. Aguardo sua autorização.

  3. guga viana 22/04/2013 às 15:51 #

    Veja no blog http://pansamentojovem.blogspot.com.br/ fotos das noivas em companhia das damas de casamento e mais uma variedade de cerimônias semelhantes, não deixando dúvidas de que se tratou de propaganda antiislã.

    • Luiz Nazario 22/04/2013 às 19:27 #

      O autor dessa coletânea interessante de imagens de diversos casamentos interpreta, a seu modo, aquilo que vê. Não se trata de desmentido do Hamas com contraprovas convincentes. As meninas podem ser daminhas de companhia ou noivinhas, sentadas no espaço das noivas por serem daminhas de companhia ou noivinhas. Os noivos desacompanhados de daminhas podem estar desacompanhados simplesmente por não serem noivos. O texto afirma a certa altura: “Em Gaza, há um costume não religioso, mas apenas uma tradição, de que antes das cerimônias de casamentos, algumas meninas desfilem pelas ruas acompanhadas dos noivos, que geralmente são seus parentes de sangue, na maioria das vezes irmãos ou primos. O caso é que, na cerimônia de 2009, o número de crianças correspondia mais ou menos ao de noivos, quer dizer, 450 casais. Logo, houve um grande número de meninas desfilando com os homens pelas ruas de Gaza. Mas é digno de nota que nem todos os homens caminhavam acompanhados, como analisei em alguns vídeos disponíveis no YouTube.” Sim, tremenda coincidência o número de noivas ser nessa ocasião igual ao das daminhas de companhia irmãs ou primas dos noivos, embora alguns não estivessem acompanhados de daminhas. É que esses alguns podiam então também não ser noivos. Enfim, as suspeitas fortes de casamentos pedófilos, nunca desmentidas oficialmente com provas, permanecem. Mas a coleção variegada de imagens, coletadas de diversas fontes, de casamentos diversos, não daquele em pauta, que foi muito especial e diferente, traz algumas curiosidades: “Manar Ashour (19 years)” aparece tão maquiada e recoberta que poderia ser até um travesti transexual. “Zuhair Bahrawy (25 years)”: acredite quem quiser que essa menina (segurando a irmãzinha) tem mesmo 25 anos. As daminhas de companhia vestidas como noivas às vezes parecem mesmo ser apenas daminhas de companhia. O que não alivia muito: nessa tradição grotesca, as meninas perdem a inocência da infância, sendo-lhes então impingida, através dessa representação festiva, com o peso de toda a coletividade, a condição inescapável de mulher casada à força, desde a mais terna idade. É uma tradição correlata à de vestir os meninos com uniformes militares e armá-los com armas de brinquedo ou de verdade, fazendo deles soldados desde bebezinhos. Em algumas imagens, as meninas parecem noivinhas, sentadas no local destinado às noivas, e não desfilando nas ruas com os noivos, como daminhas. Ou seja: em alguns casamentos as noivinhas podem ser daminhas, em outros as daminhas podem ser novinhas. Esse tipo de confusão parece bem-vindo em sociedades que ainda aprovam casamentos entre homens adultos e meninas (nem sempre há mulheres adultas disponíveis), em que os papéis sexuais devem ser representados à risca (homossexuais são mortos ou obrigados a se tornarem mulheres através de cirurgias forçadas) e que justifica casamentos pedófilos dentro da tradição islâmica (o profeta Maomé casou-se com a menina Aisha, de apenas seis anos de idade, e ela foi, entre as treze esposas que ele teve, a sua predileta).

      • guga viana 28/04/2013 às 18:51 #

        Em primeiro lugar, gostaria de agradecer-lhe por visitar gentilmente o meu blog (só ficou me devendo um comentário). Quanto à sua opinião, creio que, inversamente, o senhor interpretou o post à sua maneira, ou pior, ao sabor amargo das ideias apregoadas pelo sr. Williams, que já usou de mentiras para difamar os muçulmanos, resultando-lhe disso um processo nas costas e um desmentido da editora que publicou a falsa denúncia. Todas as fotos têm procedência, pertencem a fontes seguras – uma das quais o jornal judeu Haaretz, que não se ocupou de outra coisa a não ser noticiar casamentos entre adultos. Todas as imagens, se analisadas com imparcialidade(como eu fiz, pois não sou muçulmano nem simpatizante do Hamas, tendo muitas reservas quanto a esse grupo) revelam bastante os costumes dos palestinos e não deixam dúvidas de que as meninas representam damas de companhia, bridesmaid ou flower girls, como muitas legendas, que foram mantidas nos originais, explicam. Ora, se se trata de um costume canhestro à sociedade ocidental, não é problema dos palestinos. Nem se deve pensar que a exigência a que nos mostrem fotos com as esposas para desmentir a denúncia seja algo legítimo. Antes, revela nossa arrogância como baluartes da verdadeira moral, superiores às nações orientais. No entanto, informações e imagens sobre as tradições, religiosas ou não, dos palestinos, existem aos montes. Cabe a quem deseja discorrer sobre uma cultura que não conhece, conhecê-la. Ceio que isso somente acontece por causa das convicções preconcebidas a respeito do Islã, sem respeitar suas mais variadas formas de expressão. Afegãos não são palestinos, sauditas não são palestinos, iranianos também não. Cada povo deve falar por si. E, na realidade, nem o Hamas responde por todos os palestinos. Essas cerimônias que o grupo patrocina já ocorrem bem antes de sua ascensão ao poder, sendo realizadas por outras entidades. E os moldes são bem semelhantes: garotinhas seguindo pelas ruas com os noivos, as mulheres comemorando separadamente, etc. Enfim, nada de novo no front. Já os casamentos verdadeiros de homens com meninas, ninguém seria leviano ou cego mesmo para dizer que não acontecem, apesar dos esforços dos órgãos de direitos humanos, das ONG, além da imprensa e das autoridades políticas. Em Gaza e nos campos de refugiados não seria diferente a atitude de tais entidades. Portanto, parece-me que continuar apoiando a história do sr. Wiliams é mais questão de fé cega do que afirmação baseada em pesquisa e prova. Na verdade, a técnica usada por ele é própria da propaganda falsa e difamatória. Mistura dados verídicos (casamentos infantis, maus tratos a mulheres), utiliza imagens que causam choque aos mais suscetíveis à primeira vista, tudo para dar apoio às suas suposições daquilo que ele retirou de artigos de jornais ou em vídeos de emissoras de TV, sempre se referindo a casamentos adultos. O resultado é o que se poderia esperar; pessoas de todo o tipo viraram experts em islã, destilando os piores doestos contra os palestinos, sem ao menos pensar em investigar o caso. Há mais de sessenta anos, um grupo alemão fazia o mesmo com outro povo semita… Aqui faço um comentário sobre sua visão de que, mesmo não sendo as meninas as verdadeiras noivas – pelo menos já admite que isso é possível – sua sexualidade será despertada precocemente por se vestirem como ‘flower girls’. Isso é algo que não convenceria nem mesmo o freudiano mais devoto. Ora, aqui mesmo no ocidente, meninas que têm a oportunide de carregar as alianças ou seguir à frente das noivas, sentem-se privilegiadas com tamanha honra. Imagine isso numa região onde poucas vezes as crianças tenham alguma alegria em suas sofridas vidinhas. Para as meninas palestinas, vestirem-se como damas que conduzirão os noivos e as noivas pelas ruas colabora mais para que elas se sintam importantes, destacadas que ficam das outras crianças, em trajes que, antes, remetem à pureza de sua infância. Somente olhares maldosos não as enxergam assim. Por isso mesmo é que, após o cortejo, elas dançam e cantam junto dos espectadores, numa alegria própria de quem jamais se sentiu ameaçada. Se quisermos falar sobre erotismo infantil, não precisaremos ir tão longe. Basta nos lembrarmos dos festejos de fevereiro, onde muitas meninas, em trajes associados a figuras sensuais, rebolam seus traseiros, tudo sob olhares aprovadores dos pais e da sociedade hedonista como a nossa, que ora pouco se importa ao ver pequenas meninas simulando relações sexuais em danças consideradas ‘patrimônio cultural’. Que imaginaria uma mãe palestina, se visse um baile funk, onde menores se prostituem e escutam todo tipo de agressão à figura feminina? Por último, a sua informação sobre os meninos serem cooptados a se comportarem como mini-soldados aceito-a de bom grado como verídica – e por isso mesmo não tenho apreço pelo Hamas. Porém, sou forçado a dizer que coisa semelhante ocorre em Israel, onde crianças judias até escrevem seus nomes nos mísseis destinados a Gaza. De qualquer forma, se eu e o senhor sabemos disso, é graças ao trabalho sério e responsável dos veículos de imprensa. Contraditoriamente, a mesma imprensa que o senhor despreza, quando se trata de informações sobre casamentos palestinos, em virtude de convicções pautadas num artigo de quinta como o do sr. Williams, já refutado por verdadeiros jornalistas de ofício. Mais um detalhe: Zuahir Bahrawy é o nome do noivo, é ele que tem 25 anos. A menina que segue pelo beco é parente da noiva, Mannar Ashour (a legenda está em inglês, talvez por isso o senhor tenha se confundido).

      • Luiz Nazario 28/04/2013 às 23:19 #

        Grato pela correção sobre nome e idade dos noivos, realmente me confundi, não pelo inglês, mas porque a mesma legenda se repete por cinco ou seis fotos diferentes, o que torna difícil o entendimento da situação, e porque não me demorei analisando as fotos, pois uma situação não é igual à outra, ainda que os “especialistas em palestinos” assim queiram entender as coisas. Na primeira foto dessa série diz a legenda: “Palestinian groom Zuhair Bahrawy, (25 years), and his bride Mannar Ashour, (19 years), attend their wedding party in the Rafah refugee camp in the southern Gaza Strip on September 21, 2012.” Isso contradiz todas as suas afirmações especializadas de que os noivos só se encontram com suas noivas durante a cerimônia, indo para o local acompanhados com noivinhas-parentes: neste caso, justamente, as noivinhas-parentes foram sozinhas, e o noivo foi com a noiva, de mãos dadas, não é mesmo? Ou me enganei ao ler a legenda em inglês? Além disso, se “cabe a quem deseja discorrer sobre uma cultura que não conhece conhecê-la”, talvez fosse interessante você conhecer mais dessa cultura antes de discorrer sobre ela. Talvez as “convicções preconcebidas a respeito do Islã” sejam suas. Talvez seja você, com seu post confundindo situações e eventos, quem esteja desrespeitando as “variadas formas de expressão” dessa cultura. Afinal, até onde sei, vestidos brancos de noivas e ternos com gravatas usados por noivos são costumes ocidentais e não islâmicos. Então as contaminações culturais existem, mesmo nas sociedades mais fechadas, e pretender que os valores humanos diferem de cultura para cultura, como se tratassem de “raças” diferentes (sua alusão aos alemães e aos judeus entra aqui) é bastante discriminatório, para não dizer racista. Por mais exóticos que sejam os costumes dos diferentes povos da humanidade, eles não estão acima das críticas, seja o casamento pedófilo individual ou coletivo em países islâmicos ou regimes terroristas islâmicos (há uma grande diferença); seja a erotização das crianças nas sociedades de consumo e em especial na permissiva sociedade brasileira. Quanto aos jornalistas sérios a que aludiu, eles infelizmente não tiveram acesso à cerimônia dos 450 casamentos em Gaza promovida pelo Hamas, num evento sem precedentes, e que não pode ser comparado com nenhum outro casamento, individual ou coletivo, celebrado ali. Houve mesmo o anúncio, que deve ter passado despercebido aos “especialistas em palestinos” que a razão desse casamento com crianças era um prêmio aos militantes do Hamas que tinham dificuldades em encontrar noivas adultas – entenda isso como quiser. O único jornalista que teve acesso à cerimônia foi um jornalista americano simpatizante do Hamas, e mesmo ele não pode chegar perto do famoso local do casamento – e foi assim que ele justificou a ausência de imagens dos noivos se casando. Enfim, a imprensa manipulada pela propaganda palestina pode ter se convencido de que aquele casamento coletivo dos 450 militantes do Hamas foi normal e igual a todos os demais casamentos ocidentalizados, não islâmicos, celebrados antes e depois em Gaza, pois nem todos os palestinos são muçulmanos, e muitos foram “islamizados” à força pelo Hamas. Mas sem provas, eu não vejo porque se deva aceitar que as coisas sejam como queremos entendê-las e não como elas realmente são. Quanto ao meu artigo, ele não é conclusivo, basta saber ler para entender que não afirmo que o casamento tenha sido pedófilo, e sim que ele pode ter sido, assim como pode ter sido apenas uma farsa montada para chocar o Ocidente, como a peça de teatro encenada pelos meninos palestinos matando soldados judeus, e por isso o intitulei “O teatro infantil da crueldade”, porque de terroristas podemos esperar tudo.

  4. guga viana 30/04/2013 às 21:09 #

    Pois é, cada um acredita no que pode. Mas me parece que são os caluniadores que entendem as culturas alheias somente passíveis de críticas, em oposição às deles. E, sim, eu tenho bom conhecimento sobre cultura islâmica para falar com propriedade a respeito dela. Aliás, se estamos falando de costumes, não estamos falando de obrigações. Portanto, é bastante compreensível que um casamento simples como o que o senhor destacou não siga as regras comumente respeitadas entre os palestinos. Por exemplo, o casal Emad al-Malalha, 21, e Manal Abu Shanar, 17, para poderem se casar, tiveram que atravessar juntos um dos túneis de contrabando entre Israel e o Egito, que havia negado ao rapaz uma autorização para atravessar a fronteira. O casamento, então, não pôde ser à tradição palestina. E eu nunca afirmei que as meninas sempre caminham com os noivos, mas que isso é comum entre os palestinos. Transcrevo-lhe minhas verdadeiras palavras: “Em primeiro lugar, é BASICAMENTE o mesmo estilo dos países muçulmanos. As noivas são levadas pelos familiares ao local da cerimônia, enquanto os noivos as esperam. Depois do casamento, os noivos fazem uma festa com seus familiares e amigos, enquanto as mulheres comemoram separadamente. Raríssimas são as vezes em que isso não acontece.” Conforme está claro, são raras, mas ocorrem. Contudo, desconsiderar todas as informações bem coerentes sobre esses costumes, que várias fotos mostram, com outros eventos em que as meninas seguem com os noivos (e que comprovam que não foi uma exclusividade das cerimônias de 2009), para dar amplo crédito a um artigo de quem já contou história falsa, não me parece atitude muito prudente… Quanto ao jornalista Tim Marshal, se o senhor afirma que ele é um simpatizante do Hamas e talvez por isso tenha faltado com a verdade, segundo sua suposição o mesmo se pode dizer do senhor Williams, que por não gostar desse grupo usou um acontecimento corriqueiro à vida dos palestinos para atacá-los com mentiras. Pelo menos, é uma testemunha ocular dos casamentos, enquanto o sr. Williams et caterva somente puderam supor, do alto de sua arrogância e leviandade, serem casamentos pedófilos. Num tribunal, suposições ou conjecturas têm o peso de um diz-que-diz-que de velhas fofoqueiras. Mais ainda: estamos falando de um dos mais respeitados jornalistas do ocidente.Trabalhou nos principais veículos de comunicação (BBC, New York Times,SKY NEWS),cobriu diversos eventos históricos, como a guerra do Golfo, esteve presente como um dos poucos jornalistas do ocidente a transmitirem notícias em Kosovo, e testemunhou a retirada de Israel de Gaza. Esteve como repórter atuante na guerra do Afeganistão, na linha de frente, e participou como correspondente no Iraque, durante a transição política daquele país. Quem merece mais crédito, afinal? Outra coisa: nunca eu teria atitudes racistas, seja com que nação ou povo for. Exatamente por isso, meu comentário a respeito dos nazistas, que perpetraram mentiras terríveis contra os judeus, ciganos, testemunhas de Jeová e o mais que lhes permitissem as ideias nefastas, serviu para mostrar que, travestido de crítica contra uma cultura, o que se verifica na verdade é a pura expressão de ódio contra todo um povo, repito, vário na sua forma de agir e pensar. Ora, toda cultura pode ser exposta ao escrutínio alheio, seja a nossa ou a dos palestinos (como eu mesmo fiz, sem reservas). O problema começa queando julgamos os valores de nossa cultura superiores aos de outra. Valores humanos são coisa bem diferente de cultura. Cultura é um conjunto de costumes de um povo, valores humanos são os que concorrem para que os costumes não se lhes sobreponham. Um abraço, fique com Deus, e, se lhe agradar, visite meu blog outras veze. CERTAMENTE TEREMOS MUITAS OPINIÕES EM COMUNHÃO.

    • Luiz Nazario 01/05/2013 às 17:38 #

      Não entendi: o senhor afirma que “é bastante compreensível que um casamento simples […] não siga as regras comumente respeitadas entre os palestinos.” Por que essa fuga às regras seria “bastante compreensível”? O casamento do túnel poderia ter fugido às regras ao ser realizado em circunstâncias especiais, mas não é compreensível, muito menos “bastante compreensível”, que um casamento “simples” não siga as regras. O lógico seria que ele seguisse. Mas não seguiu. Ou as “regras comumente respeitadas entre os palestinos” não são rígidas ou sua interpretação delas não é rigorosa, pois afirma que “raríssimas são as vezes em que isso não acontece”, em seguida suaviza a afirmação: “são raras, mas ocorrem” (de “raríssimas” as exceções tornam-se “raras”) e contradiz isso considerando “bastante compreensível que um casamento simples […] não siga as regras comumente respeitadas”. O acadêmico processado por suas “histórias mentirosas” e o jornalista de confiança do Hamas não me interessam. Se o Hamas não censurasse a imprensa não haveria essa polêmica. Mas parece que esse foi o objetivo daquela organização terrorista: agredir deliberadamente o Ocidente com um casamento coletivo de 450 militantes desfilando com daminhas ou noivinhas. Foi o serviço de propaganda do Hamas quem gerou as suspeitas do casamento pedófilo em massa para em seguida negá-lo: quem, se não os próprios militantes do Hamas, filmaram as cenas que hoje circulam na rede? O único jornalista estrangeiro de confiança do Hamas que teve acesso à cerimônia não pode entrar no local nem filmar. E, de resto, pode-se confiar num jornalista de confiança do Hamas? Ele afirmou em sua reportagem que o pessoal do Hamas era gente boa e que ele bebeu, dançou e se divertiu bastante na festa! Nada que venha do Hamas e de seus jornalistas de confiança e simpatizantes em geral merece crédito. Por isso limito-me a analisar os vídeos divulgados, entre eles o da TV Al-Jazera, que cobriu o evento sem mostrar noivas adultas, demorando-se a entrevistar noivinhas. Sobre o costume, bastante difundido, de se casar meninas com homens adultos no Islã, este artigo traz informações atualizadas: MANSHAROF, Y.; SAVYON, Y. Sexos masculino y femenino y la sociedad en Irán (Primera parte): El debate sobre el matrimonio infantil, incluyendo a infantas novias con hombres adultos. Investigación y Análisis No. 959 – Irán. Disponível em:http://www2.memri.org/bin/espanol/articulos.cgi?Page=archives&Area=ia&ID=IA95913.

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