ISLAMOFOBIA

9 fev

Como definir a islamofobia hoje? No momento em que Geert Wilders, líder do Partido da Liberdade, na Holanda, é jurado de morte pela Al Qaeda, sofre processo em seu país por denunciar a “islamização da Europa”, que ele vê ameaçar a tradição ocidental da liberdade de expressão; e ainda é expulso da Inglaterra, onde desejava exibir no Parlamento seu filme Fitna (Parte 1 e Parte 2), proibido em diversos países, deve-se avaliar a validade de sua tese polêmica, que beira o sensacionalismo, assistindo ao próprio filme, antes que se possa tirar qualquer conclusão definitiva:

 

Por seu lado, o escritor Salman Rushdie, outro jurado de morte por antiga fatwa por seus Versículos satânicos, defende uma idéia semelhante à tese de Geert Wilders (que também levou Oriana Falacci a amargas perseguições no fim da vida), afirmando que a islamofobia é uma reação justificada, tal como a fobia diante do nazismo. Ele analisa a complexa questão na entrevista concedida à jornalista e escritora Irshad Manji, autora do lúcido ensaio Minha briga com o Islã:

Com desenvoltura ainda maior, outra dissidente muçulmana, que se define como mulher secular, a corajosa psicóloga americana Wafa Sultan, nascida em Banias, na Síria, lidera uma campanha solitária e sem precedentes para mudar a face do mundo apenas com sua mensagem vibrante e poderosa. Tendo presenciado, quando estudante de Medicina na Universidade de Alepo, em 1979, o assassinato de seu professor Youssef El Youssef, cujo corpo foi cravejado por centenas de balas, enquanto seus assassinos, membros do grupo terrorista Irmãos Muçulmanos, gritavam “Allah é grande! Allah é grande!”, ela passou a questionar que religião era aquela que transformava Deus em Monstro:

Na entrevista que concedeu à TV Al Jazeera de Qatar, em 21 de fevereiro de 206, a voz de Wafa Sultan ganha uma dimensão verdadeiramente profética, que o eco da gravação transmitida via satélite dos EUA torna ainda mais transcendente, ao anunciar que o crash que todos testemunham ao redor do mundo não é de civilizações, mas da civilização contra a barbárie; que civilizações não entram em choque, mas competem entre si, culpando a intolerância, o racismo, o antissemitismo, a homofobia, a misoginia, o primitivismo do Islã não pelo crash das civilizações, mas pelo crash na civilização

Finalmente, num debate na TV Al-Ayaht, de Chipre, em 29 de maio de 2008, a intrépida Wafa Sultan, depois de “examinar o Alcorão em seu microscópio” conclui ser impossível que alguém possa emergir dessa doutrina – nela acreditando –mentalmente sadio:

Para Wafa Suntan, antes de mudar o Islã é preciso mudar o mundo, isto é, mudar a percepção que o mundo ainda tem sobre ser o Islã apenas uma religião. É preciso, a seu ver, abrir os olhos do Ocidente sobre o que o Islã realmente é – não uma religião, mas um projeto político de dominação total. Somente quando o mundo entender o projeto fascista do Islã será possível reformar o islamismo e torná-lo, enfim, uma religião como as outras. No complexo emaranhado de tolerância e intolerância, racismo e anti-racismo, em que a liberdade encontra-se hoje enredada, urge, pois, distinguir na islamofobia o que é ódio ilegítimo do homem racista contra o diferente e o que é ódio legítimo do homem livre contra o totalitário.

Uma resposta to “ISLAMOFOBIA”

  1. Fernanda 26/06/2010 às 22:45 #

    ME-DO !

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